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A Música Clássica em nossa vida
 



O cello de Antonio Del Claro poderá ser ouvido no Conservatório UFMG

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Violoncelo e piano na série Concertos Didáticos

02 de setembro de 2005

O violoncelista Antonio Del Claro e o pianista Ney Fialkow apresentam-se, neste sábado, 3 de setembro, às 18 horas, no Conservatório UFMG (Avenida Afonso Pena 1534), dentro do programação da série Concertos Didáticos. No repertório, obras de François Francoeur (Sonata para cello e piano em Mi Maior), Sergei Prokofiev (Sonata para cello e piano em Dó Menor - Opus 119) e Sergei Rachmaninov (Sonata para cello e piano em Sol Menor Opus 19).

Mais informações sobre o espetáculo, no Conservatório UFMG, pelo telefone (31) 3218-9300.

Antonio Del Claro (violoncelo)
Nascido em São Paulo, iniciou os estudos aos sete anos com o pai, também violoncelista, prosseguindo-os com Jean Jacques Pagnot. Na Itália, foi aluno de Radu Aldulescu (violoncelo) e Enrico Mainardi (música de câmara). Com bolsa concedida pelo Governo do Estado de São Paulo, estudou em Paris com Roberto Salles, mas foi em Genebra (Suíça) que teve oportunidade de aperfeiçoar-se, tornando-se discípulo do consagrado violoncelista Pierre Fournier.

Foi o mais jovem integrante da Orquestra de Câmara Pró-Música, de São Paulo, e da Orquestra Filarmônica de São Paulo. Posteriormente, tornou-se violoncelista spalla da Orquestra do Teatro Municipal de São Paulo e da Orquestra da USP. Na Suíça, fez parte do Trio de Genebra e realizou gravações para a Radio Suisse Romande. Como integrante do Artistrio (Brasil), esteve em tournée pela Alemanha, onde gravou CD com obras de Villa Lobos. Atualmente, integra o Trio Americas, com a violinista Eva Székely (EUA) e o pianista Daniel Schene (EUA).

Como solista, atua nas maiores orquestras brasileiras e em importantes centros culturais do país. Como recitalista, tem atuado no Brasil, França, Suíça, Itália, América Latina e EUA. Como professor, além de ter integrado o corpo docente do Departamento de Música do Instituto de Artes da Unicamp, realiza seminários e master classes em diversas cidades do Brasil e dos Estados Unidos. Obteve da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) o prêmio de Melhor Solista Jovem de 67-72 e Melhor Solista de 92. Recebeu também o Prêmio Carlos Gomes de 99 como Melhor Solista Instrumental.

Sua grande preocupação em divulgar a música brasileira o fez gravar vários discos de compositores como Camargo Guarnieri, Henrique Oswald, Villa Lobos e Radamés Gnattali. Também apresentou, em 1a audição mundial, obras para violoncelo que lhe foram dedicadas pelos compositores Camargo Guarnieri, Osvaldo Lacerda, Cláudio Santoro, Almeida Prado e Sérgio Vasconcelos Corrêa. Foi convidado a participar como violoncelista brasileiro convidado da Fundação Symphonicum Europae, no Lincoln Center, em Nova York (temporada 98/99).

Ney Fialkow (piano)
Premiado em diversos concursos, destacando-se o cobiçado título de melhor pianista do VII Prêmio Eldorado de Música, os primeiros prêmios nos concursos nacionais de piano da Universidade Católica do Salvador e o Concurso Nacional Edino Krieger, o pianista Ney Fialkow tem conciliado movimentada carreira de solista e camerista com a atividade de professor do Instituto de Artes UFRGS, em Porto Alegre, instituição onde se graduou na classe de Zuleika Rosa Guedes.

Realizou formação em pós-graduação nos EUA, obtendo o título de Doutor em Música no Peabody Conservatory da Johns Hopkins University, Baltimore, onde foi assistente da célebre pianista Ann Schein. Em Boston, concluiu com distinção o Mestrado em Música no New England Conservatory, na classe de Patrícia Zander.

Suas gravações incluem Diálogo para Piano e Orquestra de Bruno Kiefer, obras de Camargo Guarnieri, Edino Krieger, Luciano Zanatta e de Flávio Oliveira. Tem atuado em diversas apresentações camerísticas ao lado do Trio Interarte nas principais capitais brasileiras.

Os compositores
Durante o alto barroco francês, a música de Paris esteve centrada em três pólos: a Corte, os Concerts Spirituels e a Academia Real de Música, este último o berço da ópera lírica francesa. François Francoeur (1698-1787) atuou em todos os três como violinista, compositor e diretor musical. Em 1727, assumiu o posto de compositeur de la chambre do "Rei-Sol" (Luis XIV) e participou da célebre orquestra real composta por 24 violinos.

Nas 16 óperas que escreveu, nota-se a influência do amigo e colaborador François Rebel, assim como de Jean-Philippe Rameau. Na obra instrumental, percebe-se melhor seu estilo composicional, ainda que influenciado por Leclair, Purcell e Haendel. A música de Francoeur é capaz, ainda, de reunir elementos franceses e italianos. Nela, visualizamos a técnica de construção musical francesa, nas suítes de dança e nas formas italianas da sonata da chiesa e da camara. Seu mais importante legado instrumental se resume no conjunto de 22 sonatas para violino e continuo (cravo, violoncelo ou basso di viola obbligato), onde estão presentes modernas técnicas de arco, cordas duplas, além de refinada ornamentação.



Escrito por Moisés Vinícius às 12h47
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DAVI GRATON



davigraton@osesp.art.br

                                           Violinos

                                               

Natural de São Paulo, iniciou os estudos de violino aos 6 anos de idade. Em 1985 tornou-se aluno de Yoshitame Fukuda e, dois anos depois, de Elisa Fukuda, até hoje sua orientadora. Foi um dos fundadores da Camerata Fukuda, onde iniciou a carreira como spalla.

Obteve as primeiras colocações nos concursos de Juiz de Fora (1989), Piracicaba (1991 e 1995), Orquestra Experimental de Repertório (1993) e Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (1996).

Em 1997, foi o vencedor do IX Prêmio Eldorado de Música -"[Davi Graton] concorreu com outros 23 candidatos muito talentosos. Passou por duas provas com a mesma segurança com a que se exibiu na finalíssima, quando arrebatou a primeira colocação, por decisão unânime do júri" J. Jota de Moraes - Jornal da Tarde. Em decorrência do prêmio, gravou um CD pelo selo Eldorado, com sonatas de Cláudio Santoro, Villa-Lobos, Prokofiev e as Zigeunerweisen de Pablo Sarasate.

No ano seguinte, participou do Curso de Virtuosidade Violinística ministrado por Corrado Romano, professor do Conservatório de Genebra. Desde então, desenvolve intenso trabalho como spalla junto a várias orquestras, dentre as quais a Orquestra Experimental de Repertório, que liderou por 18 anos. Trabalhou sob a regência de maestros como Eleazar de Carvalho, Johannes Schlaefli, Kirk Trevor, Lorin Maazel e Kurt Masur, o que lhe rendeu diversos convites, entre eles o de spalla da Orquestra Sinfônica do Mercosul.

Como solista, tem se apresentado com orquestras como a Camerata Fukuda, Orquestra Experimental de Repertório, Filarmônica de São Paulo, Sinfônica Paulista, Sinfônica de Santo André, Sinfônica de Ribeirão Preto, Sinfônica da USP, entre outras.

Em música de câmara, foi convidado por diversos grupos renomados como o Trio Dellarte e o Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo.

Participou da Etapa Sul-Americana do Maazel/Vilar Conductors' Competition, realizada em São Paulo, executando a Tzigane de Ravel com Lorin Maazel -"foi a estrela da noite com sua interpretação." Lauro Machado Coelho - O Estado de São Paulo,

Davi Graton foi professor do Festival Eleazar de Carvalho (Fortaleza), do Festival Música nas Montanhas (Poços de Caldas) e do Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão 2005 -"as cordas estiveram perto da perfeição, graças à excelência de professores do festival que a reforçavam, como o spalla Davi Graton" Irineu Franco Perpétuo - Folha de São Paulo.

Em 2006, esteve na Suíça com o quarteto da OSUSP, onde participou de masterclass do maestro Johannes Schlaefli e integrou a Alumni Symphonieorchester Zürich em concerto na Tonhalle de Zurique.

É spalla da Orquestra Sinfônica da USP há doze anos e tornou-se recentemente concertino da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo.



Escrito por Moisés Vinícius às 12h31
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EMMANUELE BALDINI



emmanuelebaldini@osesp.art.br

                                  Violinos

                                                      

O violinista Emmanuele Baldini nasceu em Trieste, em uma família de musicistas. Estudou na classe de virtuositè do Conservatório de Genebra com Corrado Romano, e em Berlim e Salzburg com R. Ricci. Para a sua formação em música de câmara estudou com o Trio de Trieste e com F. Rossi. Vencedor de concursos internacionais desde muito jovem, (1º prêmio em Stresa, Capri e Forum Junger Kunstler em Viena), consagrou-se como solista ao ganhar o 1º prêmio Virtuositè com menção especial em Genebra e o 3º prêmio no Concurso R. Lipizer de Gorizia.

Mais recentemente ganhou, em duo, o 2º prêmio no Concurso Internacional de música de câmara Riviera del Conero, o 2º prêmio em Pinerolo e o 2º prêmio em Caltanissetta. Apresenta-se em recitais, solo ou em duo, em toda a Itália e nas principais salas européias; Viena (Konzerthaus), Linz (Brucknersaal), Genebra (Victoria Hall), Munique (Gasteig), Berlim, Colônia, Frankfurt, Salzburg, Lubiana, Bruxelas (Sala Grande do Conservatório Real), Budapeste (Academia F. Liszt), Luxemburgo, Paris e Copenhaguen. Apresentou-se também na Albânia, Turquia, Argentina, Austrália e em mais quatro turnês no Japão.

Interpretou os principais concertos do repertório para violino acompanhado por orquestras como a Wiener Kammerorchester (Mozart), a Rundfunk Sinfonieorchester Berlin (Schumann), a Orquestre de la Suisse Romande (Shostakovich), a Flanders Youth Philarmonic Orquestra (Bruch), a Orquestra de Estado da Moldovia (Brahms e Mendelssohn), a Orquesta do Teatro G. Verdi de Trieste (Mozart e Dvorák), a Orquestra de Câmara de Mántua (Mozart). Gravou CDs com obras de Franck, Magnard, Viotti, Paganini, Tartini, Weber e Mendelssohn, inclusive a integral de Martucci para violino e piano ("Um dos maiores tributos à figura de G. Martucci" - G. Cerisola - Classic Voice) e a Sinfonia concertante de Mozart gravada ao vivo no Teatro Regio de Parma.

Foi spalla da Orquestra do Teatro Municipal de Bologna e apresentou-se no mesmo posto com maestros como Muti, Gergev, Masur, Nagano e Penderecki. Desde de março de 2005 é spalla da Osesp.

Emmanuele Baldini apresenta-se com um violino fabricado por Ferdinando Garimberti.



Escrito por Moisés Vinícius às 12h26
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CLÁUDIO CRUZ



claudiocruz@osesp.art.br

 

                                                        Violinos

Principal violinista brasileiro de sua geração, Cláudio Cruz iniciou-se na música com seu pai, o luthier João Cruz. Posteriormente, recebeu orientação de Erich Lehninger e Maria Vischnia, como extensão de sua formação, freqüentou cursos ministrados por Joseph Gingold, Chaim Taub e Kenneth Goldsmith.
Vencedor de diversos concursos no Brasil, foi premiado pela Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) em 1985 e 1997. Em 1991, estreou na Europa como solista da Kammerorchester Berlin, sendo aclamado como "grande intérprete de Mozart" pelo jornal Berliner Morgenpost. A partir de então, Cláudio Cruz tem sido convidado a atuar como solista e camerista em países como França, Itália, Alemanha, Áustria, Hungria, Croácia, Uruguai, Argentina, Chile, França e Estados Unidos. Foi diretor musical da Orquestra de Câmara Villa-Lobos, à frente da qual registrou em disco importantes obras de compositores brasileiros.
Em intensa atividade como regente, apresentou-se frente a algumas das mais importantes orquestras brasileiras. Em 2005, regeu a Symphony of The Americas (Flórida), a Metropole Orkest (Holanda), a Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal de São Paulo, a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo - Osesp, entre outras. Foi regente da Orquestra de Câmara da Osesp nas temporadas 2003 e 2004 e regente titular da Orquestra Sinfônica de Campinas de 2003 a 2005 apresentando, além do repertório sinfônico, diversas montagens de balés e óperas.
Em sua notável e premiada discografia encontram-se a gravação, na Itália, de obras de Henrique Oswald, Villa-Lobos, Edino Krieger e Ronaldo Miranda; três CDs com a Orquestra de Câmara Villa-Lobos, sendo um deles inteiramente consagrado a obras de Edino Krieger; CDs com o Quarteto Amazônia, interpretando os quartetos nºs 7 a 11 de Villa-Lobos, os quartetos de Lorenzo Fernandez, além de obras de Alexandre Levy, Carlos Gomes e Alberto Nepumoceno, da compositora croata Dora Pejacevic e tangos de Piazzola, este último ganhador do Grammy Latino em 2002.
Atualmente é o primeiro violino do Quarteto Amazônia, regente da Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto e spalla da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo.



Escrito por Moisés Vinícius às 12h23
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                                         Violoncelo                             

 

KIRILL BOGATYREV



kirillbogatyrev@osesp.art.br

O músico russo Kirill Bogatyrev nasceu em 1974 em São Petersburgo (ex Leningrado). Iniciou os estudos musicais aos quatro anos de idade no piano clássico e, aos cinco, no violoncelo. Ainda em sua cidade natal, aos seis anos foi aprovado para a Escola Especial de Musica Rimsky-Korsakov do Conservatório de São Petersburgo.

Ainda jovem integrou um grupo de solistas com o qual apresentou-se na Alemanha e, como spalla do naipe de violoncelos, na orquestra escolar em Bremen, na Alemanha.

 

 Em 1992 iniciou o curso superior no Conservatório de São Petersburgo, tendo como orientadoras as professoras S. Slovachvsky, spalla do naipe de violoncelos da Filarmônica de São Petersburgo, e S. Roldugin, spalla do naipe de violoncelos da Orquestra Kirov. Concluiu pós-graduação em musica de câmara no mesmo conservatório, orientado por A. Dogadin, spalla do naipe de violas da Filarmônica de São Petersburgo. Durante a pós-graduação, Kirill venceu com o Trio Baltika o Concurso Internacional de Música de Câmara Charles Hennen, na Holanda.

Em 1992 foi aprovado para chefe de naipe da Orquestra da Capela de São Petersburgo, permanecendo até 1993. Naquele período, foi spalla da Orquestra de Câmara Virtuosos 2000, sob a regência de Gustavo Pliss Sterenberg.

Em 1994 entrou para a Orquestra Filarmônica de Shostakovich e depois para a Orquestra Kirov. De 1994 a 1999 tocou na Orquestra Sinfônica do Teatro da Ópera e Ballet Mariinski Kirov, sob regência de Valery Gergiev. Freqüentou festivais na Finlândia, Israel, Holanda, Itália e Rússia.

 Com a Orquestra Kirov realizou turnês pelos melhores salas no mundo, como Carnegie-hall, Barbican-hall, Academia de Santa Cecília, Teatro Alla Scala, Santory Symphony hall, e em Seul, Paris, Amsterdã, Barcelona, Chicago, Lisboa, entre outros.

Para o selo Philips, participou da gravação de obras de Rimsky-Korsakov, Tchaikovsky, Mussorgsky e Verdi.Em 1999, entrou como primeiro violoncelo na Amazonas Filarmônica e lecionou música no Centro Cultural Cláudio Santoro, também em Manaus. Em 2001, mudo-se para São Paulo e ingressou na Osesp como chefe de naipe de violoncelos da orquestra.

 

             Comentário: "A Música Clássica em nossa vida, é uma forma de mostrar o quanto temos talento em nossa cultura musical, e muitos dos brasileiros não os conhecem e não os dão valor. Precisamos dar mais valor a eles e nos atualizar em todas as áreas culturais de nosso país. "



Escrito por Moisés Vinícius às 14h58
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                                                          Violoncelo

JOHANNES GRAMSCH



johannesgramsch@osesp.art.br

Em sua educação musical, o violoncelista alemão Johannes Gramsch teve o privilégio de trabalhar com alguns dos mais importantes instrumentistas da atualidade.

Após os estudos em seu país com Georg Faust (spalla do naipe de violoncelos da Filarmônica de Berlim) e com Maria Tchaikovskaia no Conservatório Tchaikovsky de Moscou, aperfeiçoou-se com grandes solistas como Natalia Gutman, Ivan Monighetti e Mischa Maisky.

Como membro do Quarteto de Cordas Vieuxtemps, tocou em inúmeros concertos na Europa, América do Sul, África do Sul e Japão, e recebeu o primeiro prêmio na Arthur Weinmann Competition (1994).

Johannes Gramsch apresenta-se regularmente como solista de conjuntos como a Orquestra da Rádio Belga, a Duisburger Kammerakademie, a Orquestra de Câmara Européia, a Orquestra Filarmônica de Málaga, a Orquestra Estatal da Transilvânia, e a Camerata Berlin, entre outras.

Em duo com o pianista Christos Papageorgiou, foi convidado a participar de festivais como o Schleswig-Holstein (1999), o Van Vlaanderen (2001) e o Internacional de Atenas (2002). Recentemente gravou um CD com Sonatas de Rachmaninov, Beethoven e Busoni.



Escrito por Moisés Vinícius às 14h27
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                                                           OSESP-História

Com mais de 130 apresentações anuais em sua temporada de concertos, a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo -Osesp- é considerada hoje a mais destacada orquestra da América Latina.

Com uma programação abrangente -que mescla as grandes obras da literatura musical internacional com primeiras audições mundiais e compositores brasileiros-, a Osesp traz ao Brasil alguns dos maiores solistas e regentes da atualidade, como o maestro Kurt Masur, o compositor Krzysztof Penderecki, a soprano Barbara Hendricks, o barítono Sergei Leiferkus, os pianistas Stephen Kovacevich e Nelson Freire, o flautista Emmanuel Pahud, o violonista Pepe Romero, o violista Gerard Caussé, os violinistas Benjamin Schmid e Leonidas Kavakos, dentre mais de 60 convidados a cada ano.

Nos concertos que realiza na Sala São Paulo, sede da Orquestra, os 1500 ingressos esgotam-se em praticamente todas as apresentações e, ano após ano, as séries de assinatura disponibilizadas têm sua capacidade máxima alcançada.

Fundada pelo maestro Souza Lima em 1954, a Osesp alternou períodos de sucesso e de grande dificuldade, inclusive com paralizações nas atividades. Após a passagem do maestro italiano Bruno Roccela, o grupo esteve por 24 anos sob o comando do maestro Eleazar de Carvalho, até sua morte, em 1996.

Desde 1997 sob a direção do maestro John Neschling, a Orquestra passou por transformações que a colocaram como um novo referencial de qualidade e excelência nos campos da Arte, da Cultura e da Educação no Brasil.

Com o apoio do Governo do Estado, Neschling criou o Centro de Documentação Musical Maestro Eleazar de Carvalho, o Serviço de Assinaturas, a Coordenadoria de Programas Educacionais, o Serviço de Voluntários, a editora de partituras Criadores do Brasil, a Academia da Osesp e iniciou uma parceria com a gravadora sueca BIS para o lançamento de mais de 20 CDs.
Foram criadas também as séries de música de câmara Um Certo Olhar, Série de Câmara e Sonatas.

O antigo Coro Sinfônico do Estado de São Paulo foi incorporado pela Osesp, dando origem aos Coros Sinfônico e de Câmara (reg. Naomi Munakata). Foram criados ainda o Coro Infantil (reg. Teruo Yoshida) e, em 2004, o Coro Juvenil da Osesp (reg. Victor Hugo Toro).

Após as turnês pela América Latina (2000), Estados Unidos da América (2002), Europa (2003), Brasil (2004) e Cone Sul (2005), a Osesp reserva para 2006 uma temporada repleta de convidados ilustres e música da mais alta qualidade.



Escrito por Moisés Vinícius às 14h22
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